quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O USO RITUALÍSTICO DO RAPÉ


Por Vinícius Casagrande Fornasier – Kumahu (Yawanawa)



      Este artigo é um apanhado de todo conhecimento a respeito do uso terapêutico e espiritual do rapé. Muitas informações citadas neste texto são relatos das minhas experiências, juntamente com as experiências de nosso grupo de estudo (Sol da Manhã – Espaço Rapa Nuy) de Porto Alegre. Percebemos a importância de esclarecer, orientar e conscientizar a toda pessoa que faz uso desta poderosa medicina de cura, de forma a não cair na banalização ou mau uso.
O Espaço Rapa Nuy, em Porto Alegre, é referência no Brasil em trabalhos espirituais junto aos povos indígenas, unindo os povos, trocando conhecimentos e proporcionando ao público, a oportunidade de conhecer um pouco da cultura e das tradições dos povos indígenas de toda América.
Uma das particularidades deste grupo é um estudo aprofundado junto à medicina do rapé. Um trabalho iniciou-se a mais de 10 anos. Nos últimos dois anos, o espaço tem realizado alianças, trocas culturais e espirituais com as etnias Huni Kuin (Kaxinawa) e principalmente junto à etnia Yawanawa – ambas localizadas no estado do Acre.

O que é rapé?

A palavra rapé vem do francês “râper” (raspar). Basicamente, é tabaco moído, raspado ou pilado, inalado ou aspirado via nasal. Até o início do século XX, era bastante comum o uso de rapé no Brasil. Costumava ser vendido em caixinhas (semelhantes às de fósforo) ou estojos. Seu uso, neste caso, não é ligado a rituais (espirituais). O rapé elaborado puramente de tabaco está associado ao tabagismo e pode causar dependência e doenças associadas ao seu uso demasiado. Porém, o rapé utilizado para fins espirituais é composto por outras plantas – neste artigo será enfatizado o uso da cinza da casca de pau pereira (Geissospermum vellosii), utilizado por povos indígenas no norte do Brasil.

O tabaco sob o ponto de vista espiritual

            De maneira espiritual (xamânica ou ritualística), o tabaco é considerado uma planta de poder, sagrada e usada apenas para fins espirituais e/ou religiosos. Dentro de muitas tradições nativas, é considerada como uma planta mestre, também vista como um pai ou avô que contém toda sabedoria ancestral da floresta.
            O tabaco pode ser utilizado dentro dos quatro elementos. O tabaco do fogo é o tabaco queimado em cachimbos (e similares) e apenas baforado, sem tragá-lo. Neste caso é muito utilizado para rezar. Considera-se que a fumaça lançada ao ar carrega a oração até o Grande Espírito (Deus).
Foi através da civilização ou do “homem branco” que o tabaco tomou outra dimensão (viciante, cancerígeno, etc.).  Na maior parte das tradições que fazem uso ritualístico do tabaco, ele jamais é tragado – é considerado um desrespeito com o espírito ancestral desta planta sagrada.
O tabaco d’água é o tabaco preparado pela sua infusão em água (por alguns dias) e inalado via nasal ou oral (de acordo com o ritual). O tabaco da terra é tabaco seco mascado e cuspido (ritual da mascada) e o tabaco do ar é uso ritualístico do rapé (aspirado via nasal). O tabaco ainda é muito utilizado para oferenda (para a terra/Terra e para o fogo), considerado como uma forma de agradecimento ou oração.
Quando o tabaco é utilizado espiritualmente, traz purificação, centramento, transforma energias negativas em positivas, serve de mensageiro.

O rapé indígena

            No norte do Brasil, povos indígenas usam o rapé há séculos (antes da chegada do homem branco). Algumas etnias, tais como a Huni Kuin – Kaxinawa e a Yawanawa, tem o rapé como uma “medicina” (associada ao uso terapêutico e espiritual).
            O tabaco utilizado para a elaboração do rapé é cultivado (orgânico) pelo próprio povo (e geralmente rezado em todas suas fases: plantio, cultivo, colheita, preparo). O tabaco mais conhecido é do tipo “mói”, que é preparado em corda.
            O rapé neste caso é constituído de tabaco (pilado) e cinza (pau pereira, cumaru, canela, canela de velho, entre outras).
            Para esses povos, o rapé é uma medicina que contém um espírito com grande poder, trazendo curas, proteção e afastando todo tipo de males. Outro ponto a salientar, é que o rapé não é aspirado, mas sim soprado nas vias nasais através de uma espécie de canudo, chamado de “tepi”.  Também pode ser autoaplicado através de um instrumento chamado de “curipe”.



Detalhe do Tepi à esquerda e Kuripe à direita


            No passado, o rapé era utilizado apenas pelo pajé da tribo, para que pudesse se “conectar” ou integrar-se à natureza, podendo identificar males que pudessem atingir seu povo ou então, em rituais de cura, com o propósito de proteção espiritual, identificação da doença e, trazendo o poder do espírito desta medicina para curar.
            Atualmente, há uma maior difusão do uso do rapé para fins ritualísticos, não só nas tribos, mas também pelo Brasil a fora – por associações religiosas, grupos espirituais, terapeutas xamânicos, entre outros. Seu uso é associado ao ritual com Ayahuasca (Hoasca, Uni, Nixi pae, Santo Daime). As etnias Huni Kuin e Yawanawa, tradicionalmente usam o rapé em rituais com ayahuasca. Outro fato é que estas etnias há alguns anos, vem difundindo suas tradições, não só pelo Brasil, mas pelo mundo a fora. Deste modo, vários grupos religiosos que fazem uso ritual da ayahuasca (até mesmo o Santo Daime), vêm introduzindo o rapé em seus cerimoniais.
            O rapé e a ayahuasca possuem uma grande intimidade. A união destas energias gera maior luz, curas e alinhamento espiritual.

O rapé Yawanawa

            Nesta tradição, o rapé é elaborado tradicionalmente com as cinzas de cascas de pau pereira, chamado de “tsunu”. Há também, opcionalmente, a adição de pequenas quantidades de canela.
            De acordo com Almeida (et al., 2007), o pau pereira (Geissospermum vellosii) está entre as plantas mais estudadas pela medicina popular (há indícios para tratamento de Alzheimer e comprovada ação analgésica), utilizado desde meados do século XIX para tratar malária, má digestão, inapetência, febres, tonturas, prisão de ventre, entre outras. Trata-se de um poderoso alcaloide (geissospermina, entre outros em menor quantidade) que é extraído das cascas do pau pereira. As primeiras publicações médicas sobre o alcaloide surgiram em 1837, no Brasil. Atualmente existem vários estudos a respeito o uso medicinal deste alcaloide.
            O feitio do rapé é simples, porém, não deixa ser um ritual. Primeiramente deve-se ter tabaco seco e cinza de tsunú. O principal ritual da elaboração é o pilar (pilão) do tabaco. A pessoa que realiza este processo deve estar concentrada (em silêncio), pois, considera-se que grande parte da força do rapé vem da intenção de quem pilou. O feitio pode ser cerimonial, com cantos e orações. O tabaco pilado é peneirado e, então, surge a alquimia: a mistura da cinza com o tabaco. A proporção é variável, definida muito intuitivamente.
            Para os Yawanawa, o rapé tem o poder de expulsar qualquer malefício que a pessoa possua. Serve também para auxiliar em processos de cura, protegendo e integrando o curandeiro às forças da natureza. O seu uso é muito associado aos rituais cerimoniais com Uni e também com o Sepá (resina natural que é queimada – usada como defumação, com grande poder em trabalhos de cura).

Rituais com o rapé

            O rapé usado em rituais, chamado de “roda de cura” é um cerimonial voltado a um uso terapêutico do rapé. A cerimônia pode ser constituída de vários rituais, tais como defumações, orações, cantos e a aplicação do rapé (usa-se a expressão “tomar rapé”).
            Para pessoas inexperientes, o rapé pode causar uma forte impressão a respeito (assustar-se com a sensação ou vivenciar uma forte experiência) e por isso, cabe a quem está aplicando e conduzindo o ritual, explicar e proporcionar um ambiente seguro para que a pessoa possa realmente se entregar ao processo. Além disso, para uma primeira vez, geralmente é aplicado doses menores e sopros moderados. Para pessoas experientes com esta medicina, a aplicação pode ser muito variada, de acordo com as necessidades e objetivos.
            O rapé é uma medicina basicamente de conexão. Trata-se de um poderoso alterador de consciência (enteógeno). Saliento isto, pois o rapé, espiritualmente falando, tem o poder de abrir inúmeros portais e a pessoa pode acessar diferentes dimensões. Por esse motivo, é imprescindível estar em ambiente seguro e próprio para tal experiência. Os cantos, assim como em rituais com ayahuasca, tem um papel muito importante para conduzir a pessoa a um caminho de cura e iluminação.
            Rapé é coisa séria! O uso desta medicina deve sempre estar alinhado a um propósito espiritual. É preciso estar concentrado, em oração, procurando a firmeza, juntamente à entrega, para poder receber a cura ou a instrução espiritual.

Qualquer pessoa pode aplicar rapé?

            
      Não é qualquer pessoa que pode aplicar (soprar) rapé. Existe a diferença entre se autoaplicar e aplicar em outra pessoa. A autoaplicação é voltada às pessoas que fazem estudo com o rapé e, neste caso, é fundamental para que a pessoa possa identificar o próprio poder pessoal junto a esta medicina. Recomenda-se a autoaplicação para quem já passou por um ritual de cura com rapé e possua consciência e conhecimento desta poderosa medicina. Para os experientes, a autoaplicação é feita antes de aplicar em outras pessoas (como forma de estar conectado e protegido).
            Dentro das tradições indígenas, a pessoa que quer aplicar rapé precisa fazer um estudo profundo, com aplicações fortes de rapé (para poder conhecer profundamente a medicina), seguido de uma dieta especial, onde, basicamente, é retirado o açúcar (inclusive frutas) e as relações sexuais (entre outros como carne vermelha e sal).
Segundo as tradições, o açúcar gera uma falsa energia (como uma droga) e por ser estimulante, deixa a pessoa menos sensível (portanto gera uma dificuldade de conexão espiritual), além de estimular a energia sexual, durante o período de estudo (que é de no mínimo 15 dias e, podendo se estender a um mês ou mais). Reter a energia sexual durante o estudo é fundamental e, uma vez que isso seja quebrado, o estudo precisa ser recomeçado do zero.
Durante o período de estudo a pessoa usa o rapé diariamente, orando e pedindo a instrução e a benção do espírito desta medicina. O processo de estudo é também uma cura. Para uma pessoa que vive de forma mundana, esta dieta pode ser um real caos, gerando uma grande mudança em sua vida. Por isso, é importante que a pessoa esteja sob a orientação de uma pessoa experiente.
            É fundamental compreender que o motivo principal do estudo para aplicação de rapé é por algo muito simples: quando a pessoa assopra o rapé em outra pessoa há uma forte troca energética entre ambas (principalmente para quem recebe) e então pergunto: que tipo de energia a pessoa está recebendo?
            A medicina do rapé e baseada na intenção. Segundo as tradições indígenas, o rapé pode tanto curar como gerar doença e males espirituais, tudo depende da intenção de quem o usa e/ou aplica. Aplicar rapé é uma grande responsabilidade. Devemos conhecer e confiar plenamente em quem irá nos aplicar, pois estamos dando nossa vida nas mãos de outra pessoa. Quem aplica também recebe a energia da pessoa que recebe e, neste caso, não tendo um prévio estudo com o rapé, poderá estar recebendo energias densas que podem gerar inúmeros males e até doenças. Portanto, o estudo (dieta) é fundamental para ancorar e compreender a poderosa energia do rapé. Somente pessoas experientes (que possam orientar e ancorar) podem passar este estudo a alguém.

Sintomas e benefícios do rapé

            A experiência com o rapé é muito intensa. A pessoa vivência uma série de reações físicas, psicológicas e espirituais em pouquíssimo tempo.
            Os sintomas diretos da aplicação forte de rapé são: forte ardência de toda face nasal, sensação de queimação nas cavidades, forte pressão na cabeça, tontura, acelera os batimentos cardíacos, falta de ar, náuseas, vômitos, sensação de paralisação corporal, entre outras. Porém, isto é o extremo, pois um sopro moderado pode ser bastante tranquilo, apenas sentido leve tontura e relaxamento do corpo.
            O rapé deve ser soprado em ambas às cavidades nasais. Quando iniciamos um trabalho cerimonial, destacamos muito esta informação. Cada uma das faces nasais representa um meridiano do corpo. O lado direito é associado ao masculino (racional) e o lado esquerdo o feminino (intuitivo). A pessoa que vai receber um sopro pela primeira vez deve estar ciente disto. Algumas experiências que tivemos, demonstraram que a pessoa que não se propõe receber o segundo sopro (medo), acaba entrando em um processo tão ou mais forte que o habitual. Isso basicamente se deve pelo fato da pessoa não se entregar ao processo de cura e/ou também rejeitar a medicina, o que, de certa forma é como rejeitar o espírito do rapé.
            O rapé, psicologicamente falando, trata principalmente dos medos. Uma aplicação forte de cura pode levar a pessoa a vivenciar sua própria sombra e acessar os medos mais obscuros. Inúmeras experiências comprovaram a eficiência no trato de depressões, medos obsessivos, insônia, ansiedade, entre outros.
            Há indícios que a cinza de pau pereira neutralize parte da nicotina do tabaco, o que torna o rapé um meio de curar tabagistas. Comprovadamente pude conhecer várias pessoas que largaram o vício (cigarro) após fazer ritual com uso de rapé. Particularmente venho estudando o rapé há algum tempo e, costumam me perguntar: “rapé vicia?” A resposta é simples: o uso ritualístico (dentro do sagrado – espiritual) do rapé não vicia. Porém, mesmo este rapé com cinza de tsunu pode viciar àqueles quem fazem o mau uso (usam rapé sem um propósito espiritual) desta medicina.
            Sob a óptica espiritual, o rapé pode expandir muito a consciência e a mediunidade. Pessoas com forte mediunidade vivenciam intensas experiências com o rapé, recebendo com clareza informações, orientações e curas. Para quem trabalha com esta medicina, ela é excelente para trazer o centramento, conexão, instruções para o trabalho espiritual e, além disto, protege nosso corpo e espírito. 
            O rapé também é muito eficiente para tratos do sistema respiratório e digestivo. Eu mesmo curei minha sinusite e inúmeras pessoas já se curaram de renites, tiveram maior imunidade contra resfriados e outras disfunções respiratórias. O rapé é muito poderoso para tratar o sistema digestivo. Energeticamente, ele atinge de forma direta o plexo solar (região do estômago – também associada aos medos, ansiedade, etc.), fazendo com que a pessoa arrote ou até mesmo vomite, eliminando energias densas desta região. É também muito eficaz para tratar a constipação (efeito imediato). O rapé ainda traz curas rápidas de dores (cabeça ou no corpo), desperta o corpo (quando sonolento e preguiçoso), traz relaxamento, e sensação de frio (baixa a pressão).
O povo Yawanawa tem como costume tomar rapé no final da tarde, após o trabalho para resfriar o corpo e relaxar, seguido de um banho de rio. O rapé tem energia predominante da terra. Por ser uma energia densa, quando estamos sob o efeito forte do rapé, a forma mais simples e rápida de diminuir o efeito é banhar-se com água fria.

Recomendações para quem faz o uso terapêutico/espiritual do Rapé

            O rapé é uma medicina sagrada – um espírito poderoso da floresta e, deve ser tratado como tal. É uma medicina muito forte que como já disse anteriormente, pode trazer o bem ou o mau, tudo depende de como é utilizado.
                        Não se toma rapé a toda hora. Para quem estuda o rapé, recomenda-se usá-lo de manhã (antes do café da manhã), final de tarde (após trabalho) e a noite, antes de dormir (para trazer bons sonhos e ter uma noite tranquila de sono). Em trabalhos cerimoniais, podem-se tomar vários sopros, de acordo com a necessidade e o propósito.
            Não é recomendado tomar rapé sob o sol (principalmente nos horários em que o sol está mais intenso). A força do rapé é acentuada nesta situação e, além disto, é dito que é como desafiar o espírito do Sol.
            O rapé usado muito frequentemente causa moleza, fraqueza, dores nas articulações. Por isso, mesmo para quem estuda, é importante fazer pausas durante alguns dias e fazer tratamento com kapun (vacina do sapo), seguida de dieta (sem açúcar, sexo e rapé). Segundo os Yawanawa, o kapun limpa toda a energia do rapé e renova a energia corporal.
            Deve-se evitar usar e/ou aplicar rapé em público (que não conhece tal prática). Segundo os Huni Kuin, a pessoa que está aplicando pode contrair algum tipo de doença ou mal, devido à energia gerada por quem observa.
            É dito por ambas às etnias que aplicações muito fracas ou muito fortes não são boas nem para quem aplica nem para quem recebe. Rapé é medicina de cura; se tomar deve ser forte o suficiente para tal, mas não mais forte que o necessário (por isso a importância do estudo e experiência com o rapé).
            Não se recomenda emprestar instrumentos de aplicação (principalmente o curipe – aplicação pessoal), a não ser para pessoas que trocam rapé com você e que você confie plenamente.
            Só tome rapé de quem você conhece e confie. Evite também receber ou se autoaplicar rapé de procedência desconhecida.
            Essas são apenas algumas recomendações importantes para quem quer ter boas experiências com a medicina do rapé. Desfrute com consciência e sempre lembrando que o rapé é uma medicina de pajé (de cura) e, portanto, deve ser utilizada com respeito.

             HAUX!
             Vinícius Casagrande Fornasier

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Márcia Rosa de; LIMA, Josélia Alencar; et al.PEREIRINHA – O primeiro alcaloide isolado no Brasil. Revista Fotoquímica – Ciência Hoje, Rio de Janeiro, RJ. 2007, 6 pag.

TAVARES, Juliana de Abreu Werner. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA DO EXTRATO BRUTO, DAS FRAÇÕES DOS COMPOSTOS OBTIDOS DE Geissospermum vellosii. Dissertação de Mestrado, programa de pós graduação da UFSM. Santa Maria, RS, 2008. 78 pag.

VINNYA, Aldaiso Luiz. Ochoa, Maria Luiza Pinedo. Teixeira, Gleyson de Araújo. (Orgs.) Costumes e Tradições do Povo Yawanawá. Comissão Pró-Índio do Acre / Organização dos Professores Indígenas do Acre. – Rio Branco, 2006. 180p.

http://rapesagrado.blogspot.com.br  Um pouco sobre rapé

http://www.youtube.com/watch?v=5jsacYiOPlM O Rapé é coisa séria - Histórias de rapés II

http://www.youtube.com/watch?v=E9Jp3s5_YK4 Viver -  Rapé

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Xamanismo : O Caminho do Coração


            Atualmente muito se fala a respeito de xamanismo – virou um “modismo” para uma “neo-espiritualidade alternativa” que, em boa parte das vezes, é mal interpretada.

            Xamanismo é simplesmente o caminho para a nossa casa interior – é firmar nossas raízes com a Terra e percebermos a Unidade que existe nisto.

            Estamos cercados por diversas religiões e linhas espirituais, algumas muito egóicas, que prendem ou limitam a pessoa de expressar sua essência e sua verdade e o xamanismo é um caminho de coração – onde ninguém é melhor que ninguém e, nem eu nem o mais conhecido sacerdote, somos diferentes ou melhores um do outro. Xamanismo também é a percepção, através do coração, da nossa ligação com a Terra e com o Grande Espírito (Deus) – uma ligação de unidade, de igualdade.

            Somos parte da criação, somos filhos da criação e é chegado ao momento de retornar às raízes, de recuperarmos todo conhecimento ancestral que foi perdido ao longo das gerações e para isso, faz-se necessário quebrar muitos paradigmas nos quais estamos acostumados e acomodados.

            Caminhar com o coração é viver em família, em amor e igualdade. É saber compartilhar, respeitar o próprio e a toda Criação, desde a água sagrada que bebemos até o pássaro que voa no céu. Somos todos da mesma fonte. Somos seres estelares que habitam um corpo formado pelos 4 elementos deste mundo físico. Somos água, terra, fogo e ar em união com o etéreo e, tivemos a oportunidade, dentro de toda a criação divina, de possuir um cérebro, de podermos pensar, criar, mas, infelizmente a humanidade se perdeu no ego. Hoje poucos sabem o que é humanidade realmente.

            O mundo em que vivemos é regido por um vírus que destrói o planeta. Esse vírus está em por toda parte no sistema ou “sociedade” que vivemos. Esse vírus pode ser chamado de EGO. Um vírus que controla e aprisiona as pessoas a uma completa e, quase perfeita, ilusão. Quase perfeita porque este “vírus” não pode corromper àqueles que possuem a consciência do coração.

            Podemos assistir na trilogia “Matrix”, àqueles que saem do sistema são caçados e julgados. Isso aconteceu ao longo de toda história escrita da humanidade – pessoas que conheceram a verdade do coração, da ligação com o Divino foram fortemente reprimidas e o maior exemplo que todos conhecem é Jesus Cristo. Porém, é chegado o momento onde todos nós podemos conhecer a verdade sobre Deus e para isto, um único caminho é o correto: o do coração. Mas para acessar o coração faz-se necessário dar o primeiro passo que é largar a “armadura” de lado – e está tarefa nem sempre é tão simples – pois é uma armadura carregada de crenças e limitações que nossos próprios pais e a sociedade nos impuseram inconscientemente – achando que era o melhor para nós.

            Por isso é visível e compreensível ver pais que não entendem o caminho espiritual de seus filhos. O xamanismo do coração é um caminho de desapego, de desafio a essa ilusória realidade na qual vivemos – é um caminho de propósito claro - um propósito de luz que é a vacina para este vírus.

            Dentro de muitos caminhos do xamanismo, quero citar o caminho nativo através das medicinas sagradas, tais como a Ayahuasca. Atualmente no Brasil, uma forte polêmica surgiu pelo uso legalizado (para fins religiosos e espirituais) desta medicina milenar. A Ayahuasca existe a mais de 4.000 anos e sobreviveu ao tempo e ao “sistema”, graças ao povo nativo da floresta. Alguns xamãs, em épocas remotas já previam todo este movimento de despertar da humanidade na qual estamos vivenciando atualmente e, hoje, podemos ter o acesso a uma medicina de muito poder que, a natureza nos oferece, para podermos curar nosso corpo e alma e, nos libertarmos deste “vírus”. A medicina da Ayahuasca, bebida no sagrado (em cerimônia sagrada – não faço aqui distinção de tradições), pode nos levar a um estado de consciência elevada, onde podemos encontrar a nossa verdade interior – nos leva ao caminho do coração.

Obviamente, como todo caminho do coração, sempre haverá críticas e pessoas que julgam e condenam, pois é simplesmente o vírus tentando nos iludir novamente. Lembro que vírus é mutável e, portanto, pode nos contaminar entrando pelos nossos pontos fracos, tais como a família e o material (conforto, dinheiro).

A nova Era que está para entrar e que já está acontecendo, nos chama a ouvir nosso coração e voltarmos às nossas raízes ancestrais. Podemos juntos nos unir para este propósito – e quanto mais pessoas se unirem, menor será o impacto sobre nossa Mãe-Terra. Busque fazer sua parte. Viva com mais simplicidade, não fique dependente do sistema e de tudo que ele traz (desde a luz elétrica até toda comodidade em relação à comida). Não sabemos como será o dia de amanhã – mas pense como seria se não houvesse mais luz elétrica, água encanada ou supermercados para comprarmos nossa comida. É templo de refletir sobre nossa realidade e por isso, convido a cada irmão que busque seu coração e siga-o, porque a verdade do coração não pode ser corrompida. Somos todos Um!

Ahow!

Vinicius Casagrande Fornasier

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O sexo transcendendo as dimensões de consciência


         
        Com a elevação de consciência do planeta, que atualmente encontra-se em 5º dimensão, muitas pessoas passam a despertar, de uma forma de outra, para 4º e 5º dimensão. Como descrevi no texto anterior, é necessário não apenas para nossa evolução, mas para garantir nossa existência no planeta Terra. A vida mecânica e inconsciente da 3º dimensão só trará caos e escuridão. Porém, é necessário entender que somos de carne e osso – nosso corpo é físico, de 3º dimensão – isso precisa ficar muito claro para compreender o que vou dizer.

O que não deixa de ser 3º dimensão? Tudo o que é físico. A principal compreensão para quem se eleva para a 4º dimensão é a percepção que somos um espírito que habita um corpo físico. A outra percepção, de igual importância, é que não somos a mente e com isso, acordar do inconsciente coletivo. Portanto, o que é elevado é a consciência. Claro que ainda é cedo para falar em elevar-se em 7º e transcender a matéria.

Tratando-se de relacionamentos, grandes mudanças acontecem para pessoas que elevam sua consciência, porém, algumas coisas permanecem em 3D, como o sexo. É preciso entender que a relação sexual em nível corpo será, claro, 3D, mas a consciência do sexo é elevada (4D a 6D dependendo a evolução pessoal). A concepção de sexo em 5º dimensão é totalmente diferente.

Qual é a consciência de sexo em 3º dimensão? Toda a animalidade humana – sexo puramente carnal. Milhares de anos de repressão sexual, sexo instintivo, agressões, crenças e tabus. A sociedade atual carrega em seu DNA sutil toda a memória de séculos de animalidade – isso é refletido na sociedade atual. Sexo pervertido, traições, agressões, repressões, imaturidade e tantos outros adjetivos, o quanto forem necessários.

Nesse sentido, o homem é muito menos evoluído que a mulher. Atualmente isso é tão claro, que muitos acham comum e perfeitamente normal. O homem é um animal quase irracional. Todos conhecem a expressão: “pensa com a cabeça de baixo” – isso é real. A consciência de um homem em 3º dimensão remete a um passado muito remoto, onde a missão básica da espécie era a reprodução (como é observado entre animais).

Quando a sociedade passou a existir, muitas “regras” foram instauradas. As religiões são grandes responsáveis por isso. Como diz Osho: “o dia que as prostitutas desaparecerem, desaparecerá os sacerdotes”. A morte e o sexo foram condenados pela sociedade e isso causou uma doença no planeta inteiro. A negação disto levou o homem a tornar-se um ser inferior a um animal. O animal é instintivo – o sexo é natural – ele não está julgando nem fantasiando; apenas cumpre seu dever instintivo. Já o homem foi enjaulado, proibido e, por ser um ser consciente (que possui cérebro desenvolvido), tornou-se perverso – sua mente contaminou-se por raiva e repressão. Muitos homens carregam até hoje um fardo de memórias de tentações, de traição, de agressão. Reinados, sociedades e famílias foram arruinadas por disputas sexuais. Sem falar em pessoas tão pervertidas e doentes a ponto de violentar sexualmente seus próprios filhos (isso ainda acontece nos dias de hoje).

Já as mulheres têm uma história diferente. Por serem naturalmente amorosas e intuitivas, sempre foram mais evoluídas que os homens. Infelizmente muitas mulheres nos dias de hoje carregam um pesado fardo de memórias de abuso, repressão e agressão. A mulher sempre foi inferiorizada, excluída e proibida. Até mesmo nos dias de hoje ainda vemos mulheres que são controladas pelos seus homens, que pensam que mulher é um ser inferior, que tem que apenas cuidar da casa, dos filhos e fazer sexo quando ele tiver vontade. Com isso, muitas crenças e tabus concernem uma vida limitada e inconsciente a muitas mulheres.

O reflexo de tudo isso é visível na sociedade. O sexo tornou-se banal. A revolta inconsciente está acontecendo – o caos está presente. Para criação de algo novo, o caos é necessário. Percebe-se que atualmente os relacionamentos estão em crise. O velho não tem mais espaço. Relacionamentos baseados em controle não resistem mais. O velho modelo de casamento está desaparecendo. Atualmente muitas mulheres e talvez alguns homens escolham estar sós do que mal acompanhados. O medo está presente – é algo desconhecido para todos – “amor e liberdade”, ao mesmo tempo.

Osho, um dos maiores mestres já existentes na Terra, já falava sobre tudo isso que estou aqui lhes dizendo, nos anos 70 (eu nem era nascido) – ele acabou morrendo envenenado em 1990. Ele já previa o caos na qual nos encontramos, mas o ocidente o condenou. Hoje muitas pessoas sofrem e se fecham porque desconhecem ou temem o amor – não entendem que amor só existe dentro de nós e que só pode ser compartilhado em total liberdade (confira os textos da série relacionamentos neste blog).

A pessoa que toma consciência da 4º dimensão percebe tudo isso com clareza. Mas para elevar-se para a 5º dimensão é necessário purificar-se espiritualmente. As memórias antigas precisam ser superadas e apagadas. Para nos darmos conta que “somos o mundo”, precisamos abandonar a mente e todo o lixo que ela carrega. À medida que vamos evoluindo e expandindo a consciência, a forma de ver o mundo e, especificamente o sexo, muda completamente.

O sexo visto de 5D é algo puro e espontâneo. Para que possam compreender melhor, vou falar das dimensões mais elevadas, como 18º dimensão. Nesta dimensão você visualiza uma luz dourada. Conseguindo olhar mais a fundo, há duas formas de luz que se fundem e, a partir delas, cria-se algo. O Universo todo é dual – a energia criadora é dual – é Ying e Yang. Portanto, não existe neutralidade. Em qualquer parte sempre haverá Ying ou Yang evidenciados. Nas dimensões inferiores podemos chamar isso de sexo. As forças masculinas e femininas se atraem, naturalmente, como qualquer manifestação em todo o Universo. Nossas almas habitam um corpo físico de 3D – não podemos ignorar isso. Você pode estar elevado em 5D ou 6D, mas enquanto estiver habitando corpo físico, o sexo é carnal. O que precisa ser compreendido é que o sexo foi contaminado pela mente humana. Criaram-se tabus, repressões e, agora, mais que nunca, precisam ser superados para que aja evolução da raça humana.

O tantra é a forma mais simples de compreender tudo isso. Quando percebemos que tantra é amor, que o sexo em amor é a manifestação de Deus e que somos Deus, então nos iluminamos e elevamos nossa consciência. Osho diz: “o sexo é o caminho para Deus”. Tudo que vemos ao nosso redor, incluindo a nós mesmos, é Deus. A manifestação do divino é sempre contínua – é uma constante transformação e criação. O sexo é a manifestação do amor divino na 3D ou no primeiro chakra. É perceber o quanto belo e sábio é o Grande Mistério.

Em 7ª dimensão você pode ter experiências sexuais sem tocar a outra pessoa. Seria homem e mulher em conexão, num estado meditativo elevado, sentindo um ao outro de uma forma única – algo incompreensível para a mente humana de 3D. É algo muito interessante e que nos libertaria completamente do corpo, o que significa que todo esse apego doentio  de culto ao corpo físico, retardo de envelhecimento, Viagra – tudo isso é desnecessário.

Com tudo isso fica muito claro o tamanho da ignorância de nossa sociedade. Raiva, ódio, ciúmes, perversão, controle e medo – esse último talvez fonte de todos os outros. Os relacionamentos da sociedade atual são ultrapassados e imaturos – pessoas que desconhecem a si mesmas. É preciso abrir os olhos, expandir a consciência e perceber que ninguém é de ninguém, que amor é interior, que tudo o que sentimos e nos acontece é de nossa inteira responsabilidade. Sexo é natural e espontâneo. Não é sinônimo de apego, cobrança, ódio e dor. É a união das energias divinas – é a manifestação de Deus aqui na Terra.

A nossa evolução de consciência nada mais é que a libertação da mente e de todas as crenças que carregamos, seja a respeito de sexo ou não. Permita se entregar à Existência – seja um ser consciente de si mesmo – busque a si mesmo! Compreenda que sexo é uma palavra dada à energia criadora aqui na 3º dimensão e que todos os conceitos e pré-conceitos a respeito são apenas crenças e tabus criados pela sociedade – você não precisa mais disso – seja livre, espontâneo e amoroso. Viva no aqui e agora, sem julgamentos, apenas sentindo e se entregando ao amor que o divino disponibiliza a você!

Vinicius Casagrande Fornasier

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

As dimensões de consciência



        Estamos cada vez mais próximos do grande despertar de consciência, que será a nova realidade para os próximos anos e, com auge de mudança a partir de 21 de dezembro de 2012. O objetivo deste texto é justamente transmitir quais as mudanças de consciência acontecerão e como despertar para isso.
            Primeiro passo a ser compreendido é que as mudanças no planeta e em nossa consciência já estão acontecendo há, aproximadamente, 24 anos, porém muito intensificadas nos últimos anos e muito fortes até final de 2012. Então entenda que não será o fim do mundo e nem haverá “pirotecnias”. Todas as mudanças necessárias já estão acontecendo.

Infelizmente, devido à maior parte dos seres humanos na Terra continuarem insistindo em viver de forma inconsciente, ou melhor, em 3º dimensão, muita “sujeira” ainda precisa ser limpa para que o planeta possa dar esse salto de consciência (para 5º e 6º dimensão). Como isso não depende de nós humanos, a resposta é todos os desastres naturais que vem acontecendo e que ainda irão acontecer até final de 2012. A cada desastre com mortes em massa, há uma grande transmutação de energia negativa. Lamentavelmente, muitas pessoas inocentes têm que pagar por isso. Cada pessoa morta, boa ou não, transmuta muita energia e ajuda na limpeza do planeta.

Atualmente muitas pessoas aqui na Terra e outros seres de várias dimensões, formam o que chamamos de “Guerreiros de Luz”. São pessoas e seres que trabalham para minimizar os efeitos destrutivos em nosso planeta. São pessoas que trabalham para expandir o Amor Universal e trazer consciência às pessoas aqui na Terra. Isso se manifesta em todos os sentidos. Desastres, mortes, crises financeiras, amorosas e pessoais são os meios de despertar do inconsciente coletivo e acordar para a realidade da 4º dimensão.

Na 4º dimensão a pessoa sente as seguintes mudanças:
·         Desperta da ilusão da “Matrix” e percebe que a vida não se resume a simplesmente viver de forma robotizada.
·         Se conta do pensamento coletivo que o leva a crenças e pensamentos limitantes criados pelo coletivo.
·         Pode estar percebendo, vendo, ouvindo ou sentindo energias. Isso se reflete em visões de aura, mudanças energéticas na troca de ambiente (sente), sente as pessoas que são negativas e percebe que existem ondas energéticas invisíveis.
·         Desperta para o real amor. Esse é um dos principais sintomas e que é a chave necessária para se elevar para a 5º dimensão. A pessoa descobre o Amor Universal e se conta que não existe diferença em amar sua mãe, namorada, tia, vizinho, cachorro, árvore – é simplesmente amor – simples e sutil.
·         O despertar do amor em 4º dimensão é seguido por ondas no chakra cardíaco – dores, emoções fortes, percepção do sexo pelo ponto de vista do amor.
·         A pessoa se dá conta que não é a mente e sim um espírito que possui um corpo dotado de cérebro.
·         Encontra a paz e percebe a ignorância em agredir qualquer ser.
·         Curas sutis da alma – harmonizações de chakras.
·         Percepção do Eu Superior.
·         Despertar da intuição.

Atualmente o nosso planeta já está em 5º dimensão e muitas pessoas já se encontram nessa vibração. O que estou relatando aqui é minha própria percepção dessas dimensões, que há anos, venho buscando entender e que agora está muito claro.

Em 5º dimensão os sintomas ou percepções do mundo são as seguintes:
·         Amor incondicional a todas as coisas.
·         Forte compreensão do ego. Isso significa se libertar ou ter consciência da ignorância do ego. Nessa dimensão não há julgamento, não há raiva, nem ódio, nem inveja.
·         A pessoa compreende que faz parte do mundo e de um sistema maior que o planeta.
·         Compreende e diferencia as energias sutis, percebendo que faz parte do processo de criação, o significa perceber que faz parte do que chamamos de “Deus”.
·         Paz profunda e compreensão do resultado de atingir qualquer ser – desde matar uma formiga a cortar uma árvore.
·         Gratidão pela perfeição do Universo.
·         Nesta dimensão torna-se possível realizar curas além da mente e do tempo. Liberação de energias aprisionadas, limpezas profundas da alma, integração da alma.
·         Forte entendimento das energias do corpo (chakras), o que influencia e muito na compreensão da morte e do sexo. O sexo deixa de ser banal e se torna um ato espiritual. A morte não é encarada com medo ou tristeza, mas sim, com alegria por concluir mais uma fase de aprendizado em um corpo físico.
·         Total compreensão e acesso ao Eu Superior.
·         Intuição profunda e clara.

Porém, não termina por aí. A 6º dimensão já é acessível para quem atinge esta vibração. Na 6º dimensão ultrapassamos praticamente todas as barreiras do corpo físico e isso significa a cura total deste corpo a ponto de tornar-se obsoleto – significa sair do corpo conscientemente. Outros aspectos da 6º dimensão:
·         Compreensão do “multiverso” – significa acessar dimensões superiores e compreender o funcionamento dos vários Universos possíveis.
·         A cura toma dimensões incompreensíveis para a mente. É possível realizar cirurgias espirituais avançadas (não através de outros seres como acontece com alguns médiuns), acesso a informações da alma, como missão de vida, acesso total ao Eu superior e transcendendo para dimensões espirituais mais elevadas, onde é possível acessar informações primordiais, métodos de cura, telepatia e outros.
·         A medicina tradicional desaparecerá. Não haverá doenças físicas.
·         Entendimento profundo das ações da 3º dimensão. É tornar-se responsável por cada ato e a conseqüência em cadeia que isso causa. É, na realidade, ter consciência da teia de vida. Você toma uma decisão e isso influencia tudo ao seu redor. Em sexta dimensão você pode visualizar tudo isso.
·         Intuição avançada.
·         Nesta dimensão não há ego – a mente é desnecessária – existe amor profundo apenas.

Em 7º dimensão transcendemos a matéria. É um nível de luz. Nesta dimensão é possível o tele transporte, forte telepatia e o corpo físico não é necessário – na verdade em 7º dimensão será possível materializar-se onde e quando quisermos.  Já existem pessoas (poucas) na Terra nesta dimensão que estão aqui para auxiliar os demais no despertar e auxiliar nesse processo de mudança que nos encontramos. Não sei ao certo quantos anos levaremos para atingir este nível de consciência.

Na 8º dimensão encontram-se seres de luz como arcanjos, curadores iluminados e outros seres de luz – como no caso anterior – alguns presentes (em carne e osso) aqui no planeta para nos ajudar.

Na 9º dimensão estão os mestres espirituais, seres de muita luz.

A Deeksha, energia divina do despertar, que é doada hoje em muitos lugares no planeta (inclusive em Bento Gonçalves), vem da 11º dimensão.

Jesus Cristo está acima da 18º dimensão – ele praticamente é uno ao Grande Criador ou Deus. Apenas luz e amor profundo.

O planeta Terra poderá, em alguns milhares de anos, atingir a 12º dimensão, no máximo.

Todos perguntam o que seria 1º e 2º dimensão. A 1º dimensão é o centro da Terra, é o núcleo de ferro cristalino que gera as ondas eletromagnéticas fixando nosso planeta ao Sistema Solar e que faz com que exista a gravidade. A 2º dimensão é a que vem logo após o centro cristalino, que vira em freqüência maior e torna-se sólida. 3º dimensão é quando a matéria toma forma definida e visível em espectro de luz. Portanto, as freqüências acima da 3º dimensão são invisíveis ao nosso olho físico.

Quando o planeta e as pessoas que nele vivem entrarem em 5º e 6º dimensão, haverá paz mundial. Tudo o que acontece hoje é necessário para se chegar a isso. Para minimizar os danos e o caos, faça sua parte – acorde para a vida! Não é preciso grandes feitos – comece amando seus familiares, dissolvendo mágoas do passado e vivendo o aqui e agora – passe a ter consciência da sua vida, desde seu corpo até seu espírito – respeite a si mesmo e aos outros e, assim, poderemos fazer essa mudança de era de forma mais tranqüila e harmoniosa.

Vinícius Casagrande Fornasier